O Governo do Amapá reforçou as orientações à população sobre quando acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192.
O chamado deve ser feito em situações que envolvam risco à vida, como acidentes graves, politraumatismos e outros quadros que exijam atendimento médico imediato.
A estrutura do Samu foi ampliada com o objetivo de reduzir o tempo de resposta e levar assistência de forma mais rápida a diferentes regiões do estado.
O serviço conta com bases descentralizadas, equipes terrestres, atendimento aquático e suporte aéreo realizado em parceria com o Grupo Tático Aéreo (GTA).
Entre as medidas adotadas estão a implantação de uma base em Laranjal do Jari e a descentralização das equipes para pontos estratégicos de Macapá, incluindo as zonas Norte e Oeste.
O Samu também atua em localidades como Bailique, Oiapoque e Laranjal do Jari, ampliando a capacidade de atendimento em regiões mais distantes.
Segundo o diretor do Samu Amapá, Elso Gemaque, a ampliação da estrutura tem contribuído para melhorar o tempo-resposta.
“Temos atendimento terrestre, aquático e aéreo para alcançar também as áreas mais isoladas. Nosso objetivo é oferecer um atendimento cada vez mais ágil e qualificado para a população.”
O médico do Samu Edinilson Ribeiro alerta que, diante de uma ocorrência grave, a população deve evitar movimentar a vítima sem orientação especializada.
A recomendação é ligar imediatamente para o 192 e seguir as instruções fornecidas pelos profissionais da central.
“Se a pessoa não souber o que fazer ou tiver qualquer dúvida diante de uma situação grave, não mexa no paciente. Ligue para o 192 e aguarde a orientação da equipe.”
A central possui profissionais capacitados para avaliar cada ocorrência e orientar quem está no local até a chegada da equipe de atendimento.
Além das Unidades de Suporte Avançado (USA), o Samu dispõe de Unidades de Suporte Básico (USB) posicionadas estrategicamente para ampliar a cobertura.
O serviço funciona 24 horas por dia, e as equipes são direcionadas de acordo com a gravidade da ocorrência e a localização do paciente.
O trabalho de conscientização também é desenvolvido pelo projeto Samuzinho, voltado principalmente para crianças e adolescentes.
A iniciativa busca orientar sobre o uso correto do telefone 192 e reduzir as chamadas falsas.
Segundo os dados apresentados pelo serviço, o número de trotes caiu de aproximadamente 19 mil registros no primeiro semestre para 6.782.
Apesar da redução, o Samu alerta que chamadas falsas continuam prejudicando o atendimento, já que podem ocupar linhas e equipes que deveriam estar disponíveis para situações reais de emergência.
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