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‘Contra-Ataque’: Líderes de facções e mandantes de homicídios são alvo de operação no AP

Após um planejamento minucioso com os órgãos da segurança pública do Estado, o Ministério Público, por meio das suas Unidades Especializadas, identificou que as ordens para ataques mútuos entre integrantes de facções partiram dessas lideranças, que, na maioria, já se encontram no sistema prisional cumprindo pena

11/10/2021 às 13h52 Atualizada em 11/10/2021 às 13h56
Por: Emanoel Jordânio Fonte: Blog Santana do Amapá
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‘Contra-Ataque’: Líderes de facções e mandantes de homicídios são alvo de operação no AP

Visando reagir energicamente contra os violentos resultados dos conflitos mútuos entre facções criminosas atuantes no Estado do Amapá, que culminaram não só com a morte de alguns seus integrantes, mas com a morte de várias vítimas inocentes, principalmente, crianças, o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Núcleo de Inteligência do MP-AP (NIMP), com o apoio do Gabinete Militar da instituição, deflagrou, na data desta segunda-feira (11), a Operação CONTRA-ATAQUE, em uma ação integrada com a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), por meio do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Grupo Tático Prisional do IAPEN), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), da Polícia Militar e Grupo Tático Aéreo (GTA), que teve como objetivo extrair das celas coletivas as 12 lideranças das aludidas facções e isolá-las em celas individuais dentro do Iapen. 

Após um planejamento minucioso com os órgãos da segurança pública do Estado, o Ministério Público, por meio das suas Unidades Especializadas, identificou que as ordens para ataques mútuos entre integrantes de facções partiram dessas lideranças, que, na maioria, já se encontram no sistema prisional cumprindo pena. 

Há algumas exceções de líderes que se encontram com mandado de prisão em aberto e na condição de foragidos. 

Com a identificação de quem deu as ordens para os ataques contra os rivais, o MP-AP (GAECO e NIMP) em conjunto com a SEJUSP (GTP/IAPEN, BOPE e GTA) traçaram o plano e definiram a melhor estratégia para fazer cessar a onda de violência que vinha crescendo potencialmente no Estado do Amapá. 

Assim, se decidiu pelo isolamento, a princípio, em ala específica do IAPEN, das 12 lideranças das facções criminosas em conflito, até a tomada de decisão definitiva sobre eles, não sendo descartada, a já anunciada pelo Governo Estadual, transferência para presídios federais. 

A coordenadora do GAECO e NIMP, promotora de Justiça Andrea Guedes, afirmou que, “infelizmente, muitos jovens têm aderido à ilusória ideia de integrar facção criminosa e, com isso, são manipulados pelas lideranças a praticar atos cada vez mais bárbaros contra rivais, o que acabou por resultar na perda da vida de inocentes que nada têm a ver com o crime organizado, como as duas crianças, de Santana e de Macapá. No caso de Santana, o assassino e seu comparsa têm 18 anos de idade e encontram-se presos respondendo à ação penal respectiva”. 

Pontuou também que, no último sábado (9), em apoio à Delegacia de Repressão a Entorpecentes e Facções Criminosas da Polícia Federal - DRE, o GAECO e o NIMP integraram a Operação “Delivery” para cumprimento de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão. 

Na ocasião, o traficante preso é um jovem de 22 anos de idade, o que reforça a afirmativa de que as pessoas que decidem ingressar no crime organizado são cada vez mais jovens. 

“Mas nem por isso, o Ministério Público e os órgãos da Segurança Pública deixarão de agir severamente contra essas pessoas que causam danos tão profundos à sociedade e às famílias de inocentes”, enfatizou Andrea Guedes. 

Destacou, por outro lado, que logo após ser tomada a decisão entre os órgãos da segurança pública com o Ministério Público, na sexta-feira (8), houve intensa divulgação de ordens das lideranças de ambas as facções determinando que cessassem os ataques contra os rivais, em um claro medo do isolamento no sistema penal. 

Por fim, ressaltou a promotora de Justiça que as lideranças de facções criminosas, que ainda estejam foragidas ou sem mandados de prisão, serão alvos de investigação incessante, bem como, os que decidirem tomar o lugar dos atuais líderes presos e que foram isolados, sofrerão da mesma forma, a atuação enérgica do Estado.

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