
As obras do primeiro Centro Comunitário pela Vida (Convive) do Amapá avançam na Zona Norte de Macapá. O equipamento está sendo construído nas proximidades do conjunto habitacional Macapaba e foi projetado para reunir, em um único espaço, serviços de assistência social, saúde, educação, cidadania, esporte e lazer.
Com mais de 4 mil metros quadrados de área construída, o centro integra uma estratégia voltada ao atendimento de comunidades em situação de vulnerabilidade e à criação de alternativas que contribuam para a prevenção da violência e o fortalecimento dos vínculos comunitários.
A estrutura contará com um setor dedicado à assistência social, formado por 18 salas, recepções e área de monitoramento. No local deverão funcionar serviços ligados ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e ao Procon, além de atendimentos voltados à saúde e à proteção social.
Entre os serviços previstos estão consultas médicas, atendimento odontológico e psicológico, assistência à mulher e ações de conciliação de conflitos.
O projeto também inclui biblioteca, salas para informática e dança, ambientes administrativos, copa e sanitários.
Uma das áreas do Convive será destinada a cursos, palestras e capacitações. O bloco educacional terá duas salas de aula, três ambientes multiuso, sanitários e depósito.
A estrutura contará ainda com um auditório para 72 pessoas, além de parquinho infantil e espaços destinados às atividades comunitárias.
Na área externa estão previstos estacionamento com 17 vagas, guarita de controle de acesso e espaços de circulação.
O projeto contempla ainda estruturas técnicas necessárias ao funcionamento do complexo, como sistema de abastecimento de água, reservatórios para combate a incêndios, casa de bombas, área de armazenamento de resíduos e sala elétrica.
A localização foi escolhida para ampliar o acesso de moradores do Macapaba e de bairros próximos a serviços públicos e atividades sociais.
A expectativa é que o centro também ofereça novas oportunidades para crianças, jovens e famílias por meio de práticas esportivas, cursos profissionalizantes, atividades culturais e ações de cidadania.
Segundo o secretário de Estado da Infraestrutura, Odailson Benjamin, a proposta é integrar diferentes políticas públicas em um mesmo espaço e oferecer alternativas de desenvolvimento social para moradores da região.
O modelo dos Centros Comunitários pela Vida é ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e foi adotado pelo Governo do Amapá.
A iniciativa busca atuar de forma preventiva em territórios vulneráveis, utilizando serviços públicos, educação, esporte, lazer e convivência comunitária como instrumentos para ampliar oportunidades e reduzir fatores associados à violência.
Com a conclusão do empreendimento, o novo espaço deverá funcionar como um polo de atendimento social e comunitário para a Zona Norte da capital, concentrando serviços que hoje estão distribuídos em diferentes unidades públicas.