
A Polícia Civil do Amapá deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Fim de Feira, voltada ao combate de um grupo suspeito de atuar de forma organizada no furto de celulares de alto valor durante grandes eventos.
A ação é coordenada pela 10ª Delegacia de Polícia de Macapá e contou com apoio do Núcleo de Identificação da Polícia Federal no Amapá e da Delegacia de Recuperação de Dispositivos Móveis de Belém, no Pará.
Na primeira fase da operação, os investigadores conseguiram identificar pontos utilizados pelo grupo, cumprir mandados de busca e apreensão e recuperar oito aparelhos celulares.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam uma técnica conhecida como “esbarrão de costas”, aproveitando locais com grande concentração de pessoas para retirar celulares dos bolsos das vítimas sem que elas percebessem imediatamente.
A investigação avançou após a análise de imagens registradas durante a 55ª Expofeira do Amapá.
Um dos suspeitos foi identificado por meio dos vídeos e localizado ainda durante o evento. De acordo com os investigadores, ele estava com papel-alumínio, material que teria sido utilizado para envolver os aparelhos furtados e dificultar o funcionamento dos sistemas de localização.
Os elementos reunidos pela Polícia Civil indicam que o grupo teria atuação itinerante, deslocando integrantes para grandes eventos em diferentes regiões do país.
A investigação identificou possíveis registros de atuação em eventos realizados em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Pará.
Em Minas Gerais, segundo informações obtidas durante a apuração, integrantes do grupo teriam tentado oferecer R$ 18 mil a agentes públicos após uma abordagem.
Também foram identificados registros relacionados ao município de Maracanã, no interior do Pará.
De acordo com a linha investigativa, os aparelhos furtados durante a Expofeira eram retirados do Amapá e posteriormente enviados ao Pará.
Nesta etapa da Operação Fim de Feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços localizados nos bairros Pedreira e Barreiro, em Belém.
A Polícia Civil busca identificar outros integrantes, esclarecer a participação individual de cada investigado e rastrear o destino dos aparelhos subtraídos.
As investigações continuam e novas fases da operação poderão ser realizadas a partir da análise do material apreendido.