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Brasil segue enfrentando desafios na destinação de resíduos

A maior parte dos municípios brasileiros ainda enfrenta problemas de destinação adequada de resíduos sólidos urbanos, com 31,9% dos municípios despejando em lixões e 41,5% dos resíduos de 2023 destinados de forma inadequada, segundo dados do IBGE ...

Dinael Monteiro
Por: Dinael Monteiro Fonte: Agência Dino
05/10/2026 às 20h48

A destinação adequada de resíduos sólidos urbanos ainda é um desafio para a maioria dos municípios brasileiros. Embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tenha estabelecido prazos para a erradicação dos lixões, milhares de cidades continuam sem cumprir as metas de coleta, tratamento e destinação final adequada.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31,9% dos municípios brasileiros ainda despejam resíduos sólidos em lixões, uma forma de disposição considerada ambientalmente inadequada.

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Especialistas afirmam que o problema cotidiano é mais amplo. "Quando olhamos para o lixo espalhado nas ruas, praças, córregos e terrenos baldios, percebemos que a situação vai muito além da destinação final. Na prática, é possível dizer que nove em cada dez cidades brasileiras ainda convivem com o descarte irregular. É um problema visível e diário", afirma Márcio Welsh, diretor comercial da Contemar Ambiental, empresa especializada em conteinerização no Brasil.

De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 foram encaminhados para destinação ambientalmente adequada; isso significa que cerca de 41,5% tiveram destinação inadequada, como envio a lixões ou outras formas não ambientalmente corretas. O dado reforça que, mesmo com coleta regular em muitas cidades, uma parte significativa do lixo ainda não recebe tratamento ambientalmente apropriado.

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Apesar do cenário desafiador na gestão de resíduos sólidos no Brasil, algumas iniciativas têm se mostrado capazes de transformar essa realidade. A adoção da conteinerização, ou seja, a implantação de contentores padronizados e resistentes substituindo lixeiras improvisadas ou sacos soltos nas calçadas, tem sido apontada como estratégia eficaz em diversas cidades brasileiras. Em Lençóis Paulista (SP), uma tese acadêmica demonstrou que a combinação de conteinerização e coleta mecanizada permitiu avançar no desenho de boas práticas para municípios. Em Itabira (MG), projeto‑piloto com 124 contentores identificou uma redução de cerca de 35% no consumo de combustível e 85% menos acidentes no trabalho com a nova logística.

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Esses exemplos reforçam que a conteinerização auxilia na organização do descarte, na logística reversa e na destinação adequada dos resíduos, além de evitar o espalhamento por intempéries ou animais, melhorando significativamente a aparência e a higiene das vias públicas quando implementada com planejamento e monitoramento eficientes.

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