
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 37,4 toneladas de pescado sem comprovação regular de origem durante a Operação Mareados II/2026, realizada no Amapá entre os dias 19 e 28 de outubro.
A fiscalização ocorreu nos municípios de Calçoene, Amapá, Pracuúba, Tartarugalzinho, Mazagão e Santana e teve como foco o combate à pesca irregular, especialmente durante o período de defeso da piramutaba.
Ao longo da operação, os agentes ambientais emitiram oito autos de infração, cujas multas podem somar cerca de R$ 1 milhão. Também foram apreendidos cinco caminhões-baú térmicos utilizados no transporte do pescado.
Em uma das abordagens, a fiscalização encontrou um caminhão frigorífico sendo carregado com diferentes espécies de pescado.
Segundo o Ibama, durante a vistoria foram identificadas irregularidades na documentação necessária para a atividade pesqueira e na comprovação da origem dos produtos.
A ação resultou na apreensão de aproximadamente 6,6 toneladas de pescado, além do próprio veículo.
O caminhão já vinha sendo monitorado depois de denúncias de moradores de Pracuúba relacionadas ao transporte de pescado do Amapá para o Maranhão.
As equipes inspecionaram ainda embarcações pesqueiras e de passageiros ao longo do rio Amazonas, incluindo operações até Mazagão e no porto de embarque e desembarque de Santana.
O terminal recebe embarcações provenientes de diferentes localidades, inclusive municípios do Pará, como Belém, Santarém e Prainha.
Todo o pescado apreendido durante a operação foi levado sob escolta até Macapá e destinado ao Sesc Mesa Brasil, programa voltado ao combate à fome e ao desperdício de alimentos.
A destinação permite que produtos considerados próprios para consumo sejam encaminhados a instituições sociais e famílias atendidas pelo programa, evitando o desperdício do alimento apreendido.
A Operação Mareados II integra as ações de fiscalização ambiental destinadas à proteção dos recursos pesqueiros do Amapá e ao combate à captura, transporte, armazenamento e comercialização irregular de pescado.
Fonte: Ibama