
A Petrobras atualizou o cronograma de perfuração dos três poços adicionais previstos para o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas da costa do Amapá. Segundo documento encaminhado ao Ibama na sexta-feira (2), dois poços deverão ter atividades iniciadas em 2027 e o terceiro ficará para 2028.
O novo planejamento representa uma mudança em relação à previsão divulgada anteriormente pela diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, que havia indicado a possibilidade de perfurar os três poços ao longo de 2027.
Pelo cronograma apresentado, o primeiro será o Manga, cuja perfuração está prevista para ocorrer entre março e outubro de 2027.
Na sequência, a Petrobras pretende iniciar o PAD Morpho, também chamado de Morpho Extensão, em novembro de 2027. A conclusão dessa etapa está prevista para junho de 2028.
O terceiro poço, denominado Crotalus, deverá começar a ser perfurado em julho de 2028, com conclusão prevista para janeiro de 2029.
Os novos poços fazem parte da estratégia da Petrobras para obter mais informações sobre o reservatório existente na região e avaliar com maior precisão o potencial petrolífero do bloco FZA-M-59.
A companhia já identificou petróleo no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas. Em 2 de outubro, a estatal anunciou uma nova descoberta no poço, após alcançar outro intervalo portador de petróleo.
Segundo a Petrobras, a nova descoberta amplia o conhecimento sobre o sistema petrolífero da Bacia da Foz do Amazonas e fornecerá dados importantes para a avaliação da área.
A perfuração dos três poços adicionais poderá ser realizada pelos navios-sonda ODN-II, identificado como NS-42 e operado pela Foresea, ou Amaralina Star, NS-43, da Constellation.
Atualmente, o ODN-II está atuando no poço Morpho. Após concluir essa etapa, a previsão é que a embarcação siga para a Bacia Potiguar para a perfuração do poço Mãe de Ouro. A Petrobras já havia informado que o Morpho é o primeiro de um compromisso de oito poços na região de Amapá Águas Profundas.
No documento enviado ao Ibama, a estatal também informou que vem trabalhando para tentar antecipar a próxima perfuração dentro do próprio bloco FZA-M-59.
A companhia considera que as descobertas realizadas no Morpho reduziram parte das incertezas geológicas da área. No entanto, a definição sobre a viabilidade comercial de uma eventual produção ainda depende da avaliação do volume, da continuidade e das características dos reservatórios.
O petróleo identificado no Morpho é considerado leve, com grau API acima de 30°, característica valorizada no mercado pela maior proporção de derivados de maior valor agregado que pode gerar no refino.
O bloco FZA-M-59 está inserido na chamada Margem Equatorial, região que se tornou uma das principais fronteiras exploratórias da Petrobras.
A atual campanha exploratória no Amapá começou após anos de processo de licenciamento ambiental. A companhia iniciou a perfuração do poço Morpho após obter autorização do Ibama para a atividade exploratória.
As próximas perfurações deverão ser decisivas para que a Petrobras consiga estimar com maior segurança o volume de petróleo existente na área e avaliar os próximos passos do projeto.
Folha do Amapá
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